quarta-feira, agosto 23, 2006

Fora de horas… (capitulo 4)



Sentaste de frente para mim e aproximas-te tanto que os nossos joelhos ficam juntos, como se beijassem…
Começaste por falar nas mensagens, até que o assunto começa a mudar!
- Cheguei a pensar que eras tu…
- Eu achava que sabias, pelo que dizias, especialmente quando me chamaste trenga!
- Pois, mas quando falei contigo sobre o isso, o que disseste acerca dessas mensagens… pensei que não eras! Disseste “e tens a certeza que não é um tipo a dar tanga? Será o mesmo que te manda as outras?”. Deste a volta ao assunto, não pensei que me enganasses!
- Esqueces que eu ganho “Óscares”!!!
Ficaste sério… acho que posso dizer furioso...
- Mas não comigo!!!

- Não tive outra hipótese…
- Então porque não fazes o que queres?
- Como assim?
- O que realmente queres…
Ficamos no silêncio por minutos, sei bem ao que te referes mas não vou dizer.
-Achas que da última vez que estivemos juntos até ás 4 da manhã que não te quis saltar em cima? Achas que queria ver a tv e falar dos programas?

- Pois também não me pareceu que quisessemos ler os livros da biblioteca!
- Tu ali à minha beira com aquele decote, o soutien que te punha as mamas pra cima…julgas que não te queria agarrar? Que não te queria beijar? Que não queria fazer amor contigo?
- Eu sei…
- Sabes?
- Deu para perceber. Eu conheço-te, a mim também me apetecia…
- Então porque não fizeste o que querias? Eu também te conheço...

(Eu sei que conheces, por isso me sinto nua quando estou contigo, como se visses atravéz de mim...)
- Se calhar pelo mesmo motivo que tu. Um certo respeito e a incerteza. Não dar o primeiro passo.


Levantaste e vais ao WC.
Estrategicamente levanto-me e debruço-me sobre o parapeito do terraço a olhar a rua.
Sinto-te a aproximar e não me mexo, quero ver o que fazes…
Encostas o teu peito despido nas minhas costas, as mãos no parapeito a rodear-me como se não pudesse fugir para lado nenhum…

- De que tens medo?
- Agora é diferente, eu continuo casada e tu tens uma namorada, que eu conheço.
- De que tens medo? – Beijas-me o pescoço… e eu tremo, respiro fundo e afasto-te para me sentar na cadeira, não posso quebrar…



(to be continued...)


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Só dói quando me lembro que te amo...


10 comentários:

Angelica disse...

"só doi quando me lembro que te amo".... e isto não se resume a sempre?

beijo grande

(continuo a aguardar impacientemente o resto...)

Anónimo disse...

q tortura... continua la com isso pa!!!!

Miss Perfect disse...

Creio que por esta altura já tinhas quebrado, apenas tentavas recompor os pedaços! (não é uma crítica atenção :)

Estou a gostar da tua história e aguardo ansiosamente o seu desenrolar. Independentemente do comentário que remata o texto, espero que a história tenha um final feliz! (não sei se já te apercebeste, mas tens vindo a deixar a malta curiosa desde há umas semanas para cá! :p).

Um grande beijinho
Miss Perfect

Helena disse...

Agélica, sempre é muito tempo!

Não vale a pena seres impaciente... já falta pouco!

bjs

Helena disse...

Muse, não é tortura, é suspense que nem o 24!!!lol

bjs

Helena disse...

Miss, a esta altura acredita que precisei bem dos meus tacões!!!

Os finais felizes só nos contos de fadas e nas novelas portuguesas!

Já reparei que provoquei essa sensação!!!lol

beijinho

Anónimo disse...

sim helena piratear na taça de champanhe. conta como queres
20comer@clix.pt

S. disse...

Hum... Deixas-me sempre com a excitante vontade de devorar o resto da história... E, por outro lado, é tão bom esperar e ir saboreando devagar, antecipando o que vem a seguir.

Amar dói, mas por vezes não sei se não dói mais não amar...

Bj grd

Helena disse...

Penetra, lamento que o meu comentário tenha sido mal interpretado.

bjs

Helena disse...

S, vejo que estás realmente a gostar da história. muito em breve a continuação.
São duas dores distintas essas,acho que não dói nem mais nem menos, dói o que tem de doer.

bjs